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ATELIER RISCO

Espaço do arquiteto com o Atelier RISCO


Percurso

O Risco foi fundado em 1974, vocacionado para o design gráfico e industrial. Em 1984 Manuel Salgado adquiriu a empresa e, gradualmente, transformou-a num ateliê de planeamento urbano e arquitectura que liderou até 2007.
Durante esses vinte e três anos, Manuel Salgado geriu o Risco de uma forma invulgar no panorama arquitectónico português, promovendo o trabalho de equipa em todos os momentos do projecto e assumindo-se mais como "maestro" do que "solista".
Quando deixou a empresa para assumir o lugar de vereador na Câmara Municipal de Lisboa, iniciou-se com naturalidade o terceiro ciclo de vida do Risco. Um ciclo em que a liderança passou a ser assegurada pelos quatro arquitectos que, desde 1995, vinham coordenando alguns dos projectos mais importantes do ateliê.

Equipa

O Risco organiza-se em torno de uma equipa de sete arquitectos que trabalha em conjunto há mais de vinte anos e que inclui, para além dos quatro coordenadores, a Cristina Picoto, a Lúcia Manso, a Rute Gonçalves e o João Almeida.
A experiência colectiva destes arquitectos, os seus diferentes talentos e interesses, diferencia-nos e permite-nos responder a qualquer desafio no campo da arquitectura, dos interiores e do desenho urbano.
Este grupo mais experiente é complementado por cerca de dez arquitectos mais jovens cuja criatividade, energia e capacidade de utilização de novas tecnologias é fundamental para a qualidade dos projectos.
As soluções são desenvolvidas “a várias mãos”, em equipas organizadas propositadamente para cada projecto, o que faz com que a autoria seja quase sempre partilhada.

Como trabalhamos

Esforçamo-nos por compreender o sítio, os elementos naturais, a cultura local e os recursos disponíveis. Os projectos tendem a ser ancorados no contexto e dificilmente copiáveis. O que levamos de um projecto para outro é a prática assimilada.
Gostamos de ouvir e de basear as nossas opções no que aprendemos dos interessados e dos membros das equipas que reunimos especificamente para cada projecto. Gostamos de desafios e de contextos dinâmicos. Não nos desencorajamos por obstáculos. Habituámo-nos a processos instáveis, com múltiplos interesses em presença, em que trabalhamos para alcançar o melhor compromisso entre as aspirações das partes envolvidas.
Defendemos a inovação pela simplicidade, baseada no aproveitamento dos sistemas e ciclos naturais – sol, vento e chuva. Claro que estamos atentos aos sistemas tecnologicamente mais complexos, mas apenas defendemos a sua aplicação quando os custos são realmente amortizáveis.
Minimizar os impactes ambientais e o consumo de energia da edificação e da urbanização é uma preocupação permanente ao longo de todas as fases do projecto. Em cada momento escolhemos a melhor pessoa para cada tarefa e, se necessitamos de know-how específico, procuramos fora do ateliê, em Portugal ou no mundo.
Acreditamos que o carácter das cidades é indissociável das diferentes expressões arquitectónicas e da sedimentação do tempo. Por isso procuramos criar, nos projectos urbanos, espaços públicos estimulantes e infra-estruturas duradouras que promovam a continuidade dos sítios, mas também aceitem ideias novas e contradições.

Informações sobre o projeto “Passeio Ribeirinho do Seixal”

A área de projecto é uma faixa de terreno de 2,5 ha, ao longo do rio e da avenida marginal do Seixal, cidade sede de concelho da margem sul do Tejo, frente a Lisboa. A zona é enquadrada pelo rio e pelo centro histórico da cidade, conjunto edificado com características simbólicas e morfológicas que lhe conferem um valor patrimonial e cultural único.
A variação do desenho orgânico da frente construída ao longo dos anos define avanços e recuos em relação à margem. Esta geometria de crescimento da cidade antiga permite construir um percurso com momentos e características físicas distintos, diferentes maneiras de contactar com a água, e diferentes enquadramentos para o interior do núcleo antigo.
O parque de estacionamento existente é substituído por uma área verde de recreio até à margem, criando um novo largo com zonas plantadas, zonas de estar sombreadas ou a céu aberto e abrindo espaço para montar as estruturas necessárias aos eventos culturais.
O sistema de circulação é reformulado reduzindo o trânsito automóvel, mas não o eliminando totalmente. São criadas zonas de sentido único e zonas reservadas aos peões e ciclistas.