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SOUSASANTOS ARQUITECTOS

Espaço do arquiteto com SousaSantos Arquitectos


SOUSASANTOS arquitectos SOUSASANTOS é uma equipa de arquitectos que desenvolve projectos proporcionando uma acção mediadora entre o ambiente que habitamos e o contexto cultural e tecnológico presente.
Entendemos que cada projecto de arquitectura é um processo multidisciplinar, não sendo matéria exclusivamente arquitectónica existe uma relação orgânica, uma contaminação mútua fundamental entre a disciplina arquitectura e outras áreas como a economia, a ecologia, a filosofia, a ciência e tecnologia.
Compreendemos cada projecto de arquitectura como um sistema único, dinâmico que promove a evolução do conhecimento sobre o mundo. Assim, cada projecto é um pretexto para proceder a uma investigação, que por sua vez irá contribuir para a progressão óptima do processo de projecto e de construção de cada proposta. Desenvolvemos cada projecto de arquitectura com a paixão humana de construir coisas. Coisas úteis, belas, grandes, pequenas. Coisas que mudam a vida. Acrescentamos, a cada projecto, o desejo de reinventar sempre o modo como construímos estas coisas.
Jorge Sousa Santos nasceu em 1971, licenciou-se em arquitectura em 1994 pela Universidade Lúsiada de Lisboa. Trabalhou com o Arquitecto Manuel Taínha de 1994 a 1999. Mestrado em cultura arquitéctónica contemporânea pela Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa em 2002. É professor de projecto na Universidade Lúsiada de Lisboa desde 1998. Foi visiting teacher na Architectural Association de Londres em 2003. É Doutorando pela Universidade Lúsiada de Lisboa desde 2008

Quais foram os maiores desafios na conceção do projeto?


O projeto baseia-se na redefinição de um espaço público, o Largo de São Marcos em Gaeiras, que não possuía carácter urbano sendo definido por um conjunto de construções dispersas em escala e posição. O maior desafio do projeto centrou-se na simultaneidade projectual da definição de um edifício e de um espaço público. O objetivo inicial foi sempre de construir um edifício que por si só respondesse às necessidades do espaço público do largo de São Marcos.

Como classifica a utilização do tijolo face à vista na arquitetura nacional?


Não possuo conhecimento suficiente da arquitetura nacional para responder a esta questão. Para além de dois ou três edifícios do arquiteto Álvaro Siza nos anos 90 não tenho na minha memória qualquer edifício em território nacional que me tenha despertado o interesse com este processo construtivo. As minhas referências foram fundamentalmente internacionais, nomeadamente os inevitáveis Herzog e de Meuron, Adam Caruso e Peter St John e os suíços Fabio Gramazio e Mattias Kohler.

Como se enquadra o projeto arquitetónico com o meio envolvente?


O edifício em si constrói a sua envolvente na médica é que é um objeto híbrido entre arquitetura e espaços exteriores. Para além das limitações de escala definidas pelos regulamentos não pretendi ter qualquer constrangimento quer de linguagem quer de morfologia na definição do gesto arquitetónico.

Porquê a escolha do tijolo face à vista?


O tijolo face à vista foi uma componente que apareceu numa fase inicial do projeto pois pretendia criar uma pela semitransparente que garantisse atravessamento de iluminação natural filtrada mas que garantisse uma clara definição formal dos limites do objeto arquitetónico. Basicamente, não queria que as janelas destruíssem a visão integrada do objeto que a sua forma triangular garante.