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ATELIER DO BECO DA BELA VISTA

Espaço do arquiteto com o Atelier do Beco da Bela Vista


O Atelier do Beco da Bela Vista é uma empresa que resulta do trabalho de projeto e de investigação que, desde 2001, vem sendo desenvolvido pelo arquiteto paisagista Luís Guedes de Carvalho, a quem se juntou, em 2005, o arquiteto Francisco Guedes de Carvalho, numa colaboração regular que eventualmente se traduziu também na constituição da empresa, já em 2009. Desde então, o Atelier tem vindo a contar com a colaboração de profissionais de diversas áreas. Com um trabalho maioritariamente dirigido para o âmbito da disciplina de arquitetura paisagista, o Atelier tem-se dedicado também a projetos de arquitetura e de produção de conteúdos para publicação gráfica, acompanhados por uma componente crítica e de investigação que partilha frequentemente as preocupações de outras áreas artísticas, como a música ou a fotografia.

Apresentação do arquiteto Francisco Guedes de Carvalho


Francisco Guedes de Carvalho formou-se em música e em arquitetura, tendo concluído o Master of Music Performance, da DePaul University, em Chicago, e o Mestrado Integrado de Arquitetura, da Escola Superior Artística do Porto. No decorrer da sua formação enquanto arquiteto, e para além da constante colaboração com o Arquiteto Paisagista Luís Guedes de Carvalho, trabalhou também em colaboração com os Arquitetos Álvaro Siza Vieira, Helena Albuquerque e Luís Ferreira Rodrigues. Para além das suas funções enquanto sócio-gerente do Atelier do Beco da Bela Vista, o seu exercício profissional é essencialmente dedicado à arquitetura.

Apresentação do arquiteto Luís Guedes de Carvalho


Formou-se no Curso Técnico de Agricultura, da Via Técnico-Profissional da Escola Agrícola o Conde de S. Bento, em Santo Tirso e, subsequentemente, no Curso de Arquitetura Paisagista do Instituto Superior de Agronomia, na Universidade Técnica de Lisboa. Integrou a equipa da PROAP até 2002 tendo, desde então, trabalhado por conta própria, sediado no Porto. Em 2009, funda o Atelier do Beco da Bela Vista com o arquiteto Francisco Guedes de Carvalho, tendo também, desde 2006, ocupado cargos de docência no curso de Arquitetura Paisagista da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. O seu trabalho é maioritariamente dedicado a projeto de espaço exterior em inúmeras tipologias, tanto em Portugal, como fora do país, sendo a sua colaboração também requisitada em estudos e projetos de investigação de caracterização, ordenamento e recuperação da paisagem, de âmbito municipal e regional.

Quais foram os maiores desafios na conceção do projeto?


As maiores dificuldades, e preocupações, do projeto foram a proximidade do rio Tejo, um suporte instável de formas de vida, com uma força incontrolável e em constante movimento, e a necessidade de alterar os usos das suas margens, transformando o que havia sido uma ocupação industrial num espaço de recreio. O facto de o projeto se ter baseado na ideia de transformar a quase totalidade do parque em duas lagoas tornou ainda mais aguda a dificuldade de se projetar ao lado do rio, mas acreditamos que terá resolvido o problema que se levantava com uma nova utilização das suas margens.

Como classifica a utilização do paver cerâmico na arquitetura nacional?


Não conseguimos classificar a sua utilização no âmbito da arquitetura nacional, mas entendemos que será sempre um material que se adequa a inúmeros contextos da construção no nosso país; quer porque, naturalmente, se tornou característico de determinadas paisagens, quer porque, se recorrermos a referências mais remotas na nossa História, desde que a construção Romana ocupou o nosso território, este é um tipo de material que oferece uma enorme variedade de soluções.

Porquê a escolha do paver cerâmico?


A nossa preocupação foi a de conseguir um pavimento flexível, uma vez que o terreno sobre o qual construímos é muito pouco estável, constituído por depósitos cuja espessura sobre terreno firme é superior a 20 metros, mas que pudesse ser contínuo, ter algum grau de permeabilidade às águas da chuva e, também, integrar-se na paisagem da Póvoa de Santa Iria. Esta situa-se numa bacia sedimentar; a escolha de um material cerâmico pareceu-nos muito mais próxima da sua essência do que uma calçada de pedra, por exemplo, ou de um pavimento em cimento que, embora pudesse ter alguma conotação com a indústria recente, resultaria sempre numa relação mais ligeira com o lugar.

Porquê da escolha da cor Vermelho Vulcânico?


Em simulações fotográficas, na fase de projeto, experimentamos todas as cores que a Cerâmica Vale da Gândara tem disponíveis, com a exceção do cinza que nos pareceu poder assemelhar-se a um elemento de betão, imagem que preferimos evitar. O castanho foi posto de parte por nos parecer uma cor demasiado escura para superfícies tão grandes de pavimento. Tanto o bege, como o rosa foram experimentados, mas julgamos que as suas luminosidades eram sempre demasiado claras para a definição de um plano horizontal confortável, para um pavimento de grandes áreas, quase sempre exposto ao sol. O vermelho vulcânico pareceu-nos a melhor escolha.